As posturas em relação ao meio ambiente e às causas sociais têm se tornado, a cada dia, um critério importante na hora de jovens escolherem seus futuros empregos
Nascidos entre 1978 e 1990, eles possuem uma nova forma de ver e atuar no mundo. Cresceram diante de grandes avanços tecnológicos, jogando videogame e ouvindo música na internet. Entre suas diversas características estão a busca incessante pela inovação, o fácil acesso às novidades e a exigência de produtos de qualidade. A Geração Y, também conhecida como a “geração do milênio”, está ingressando na cadeia de consumo e no mercado de trabalho com uma nova perspectiva, levando as empresas a ter um desafio pela frente: o que fazer para atrair e reter esses jovens? Um estudo conduzido em 2009 pela Bridge Research revela como agem os “nativos digitais”. Segundo Renato Trindade, presidente da Bridge Research, a Geração Y possui novos valores e comportamentos desenvolvidos a partir da integração da tecnologia ao cotidiano. “Características como a valorização do jovem e da juventude, além da forte influência da cultura do hedonismo, estão presentes nos jovens desta geração, que são autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais”, afirma o executivo.
A Geração Y também se diferencia da que a precedeu em função de sua preocupação com as causas sociais. Segundo Marisa Nannini, diretora-executiva da Career Center, a atuação socioambiental das empresas tem se tornado cada vez mais essencial quando essa geração escolhe onde quer atuar. “A postura da organização passa a ser um critério de escolha. Se entram na empresa e não veem essas ações acontecerem na prática, eles tendem a buscar outras nas quais esta preocupação faça parte da cultura”, explica. De acordo com Marisa, organizações que investem em práticas sustentáveis não são raras. “O bacana é que as ações deixaram de ser projetos de uma área específica e se tornaram meta de toda a empresa, engajando, inclusive, outros funcionários. Projetos socioambientais são cada vez mais âncoras de retenção de talentos”, comenta.
A Career Center, por exemplo, começou apoiando programas assistencialistas. Clientes foram convidados a participar e, a partir daí, foi realizada uma discussão interna para agregar ainda mais valor a essas ações. Ao escolher um projeto, muitas empresas buscam ações relacionadas ao seu core business, facilitando, assim, a interação dos funcionários. Outras buscam sugestões dos próprios colaboradores, uma vez que, para ter sucesso, é preciso que todos estejam engajados. “Trabalhar a percepção que a equipe interna tem do projeto é fundamental. Tornar a equipe mais próxima e fomentar discussões são atitudes que geram a famosa ‘propaganda boca a boca’, até mesmo nas mídias sociais, um dos canais mais valorizados e acessados pela Geração Y”, conclui.
Apostar em políticas que promovam práticas sustentáveis, além de responsável, é uma forma de atrair e manter esse jovem cheio de ideias inovadoras e que será o líder de amanhã.





