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  Sustentabilidade - JULHO DE 2009

  Responsável desde o primeiro tijolo

Confira exemplos de empresas brasileiras que adotaram as construções verdes, antecipando a chegada de um futuro cada vez mais sustentável.

Nos últimos 20 anos, cerca de mil empreendimentos no mundo inteiro obtiveram a certificação norte-americana LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), conferida a construções que seguem altos padrões de cuidados ambientais.
De olho nesse mercado, em janeiro de 2008, o Brasil ganhou um escritório da Green Building Council, para certificar as companhias brasileiras que cada vez mais enxergam os benefícios dos chamados “prédios verdes”. É que, além da contribuição com o meio ambiente, estima-se que tais edifícios sejam capazes de gerar uma economia de até 30% no valor do condomínio e sofrer uma valorização de 20% na revenda, após 20 anos de uso.
É por isso que, para receber uma das quatro categorias da LEED (básica, prata, ouro ou platina), a obra deve respeitar alguns quesitos, que levam em conta a construção, a operação e o descarte de resíduos após sua vida útil.

Bons exemplos não faltam

Entre as quatro brasileiras já certificadas pela GBC está o Banco Real, que detém, além da certificação, o título de primeiro empreendimento da América do Sul a receber o selo de construção sustentável, graças à sua agência da Granja Viana (SP), inaugurada em 2007.
Lá, um quarto do terreno é ocupado por áreas verdes. O banco tomou ainda uma série de medidas voltadas à eficiência energética e à racionalização de água, além de ter se preocupado com a qualidade dos materiais e do clima interno.
Embora a LEED nunca tenha sido prioridade, há pouco menos de um ano, no condomínio Alphaville Burle Marx (SP), existe uma área construída de 288 m² para disseminar técnicas e práticas ecológicas. A iniciativa, que recebeu o nome de Centro de Educação para a Sustentabilidade (CES), é fruto de uma parceria entre a Fundação Alphaville, a prefeitura de Santana do Parnaíba e o CRIS (Centro de Referências e Integração em Sustentabilidade).
“Como estamos falando de um local capacitador em sustentabilidade, a estrutura precisava ser autorreferente, ou seja, reunir na prática os elementos que prega na teoria”, explica o arquiteto Frank Siciliano, que, junto com o colega Marcelo Todescan, assina o projeto. É por isso que o espaço foi todo pensado a partir de materiais com menor valor agregado e ecologicamente corretos, além de todo tipo de técnica e prática verde: telhados que reaproveitam a água das chuvas, energia eólica, biossistema integrado para o tratamento de dejetos, entre outros.

Investimento é retorno

O Grupo Pão de Açúcar investiu R$ 7,5 milhões e, em 2008, inaugurou o primeiro supermercado verde da América Latina, em Indaiatuba (SP) – atualmente em processo de certificação pela LEED. O espaço conta com mais de 60 iniciativas sustentáveis, como o uso de energia originada em fontes renováveis, gôndolas confeccionadas em madeira certificada, carrinhos feitos de material reciclado, além de funcionários capacitados no assunto.
Comparada com outras unidades da empresa, a “loja verde” apresenta vantagens. O percentual de energia elétrica economizado, por exemplo, chega a 15%, uma redução de 34 mil toneladas ao ano na emissão de CO². “Essa experiência mostra que acertamos na estratégia. Hoje, diversas ações estão em operação em outras lojas, além de estarmos construindo uma unidade em Ribeirão Preto, baseada em Indaiatuba”, diz Paulo Pompilio, diretor de Responsabilidade Socioambiental do Grupo Pão Açúcar.
Segundo informou a GBC Brasil, atualmente mais de 120 empreendimentos buscam a certificação LEED no País.

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