O método previne acidentes no trabalho e garante mais conforto aos colaboradores.
A ergonomia é o estudo científico da relação entre o homem e seus ambientes de trabalho. Ela possui alguns objetivos básicos: possibilitar o conforto ao indivíduo e proporcionar a prevenção de acidentes e do aparecimento de patologias específicas para determinado tipo de trabalho. Em outras palavras, a técnica está ligada às condições gerais de trabalho, como iluminação, ruídos e temperatura, por exemplo, que geralmente causam males à saúde física e mental do ser humano. A ergonomia procura definir os caminhos para a correção e aumentar a eficiência humana.
Para Adson Eduardo Resende, designer industrial – doutorando em Arquitetura e Urbanismo na USP, com pesquisa em projeto ergonômico de espaços de trabalho –, os sistemas produtivos fazem uso da força de trabalho humana desde que as primeiras formas de produção se iniciaram. “A ergonomia vem buscado, em todas as suas linhas de ação, promover a saúde no trabalho, estudando e intervindo nas situações produtivas sempre no sentido de reequilibrar a relação homem-produção, minimizando os efeitos do esforço que se empreende no trabalho”, esclarece.
É o que também diz Geraldo Celso Rocha, no seu livro Trabalho, Saúde e Ergonomia. Segundo o autor, a relação entre ergonomia e saúde do trabalho tem merecido especial atenção no âmbito científico, tendo em vista a exigência cada vez maior por melhores condições de vida e de trabalho. Atualmente, muitas empresas procuram a melhoria da qualidade no trabalho dos empregados e já estabelecem uma série de programas como forma de incentivar a saúde do trabalhador. Nas áreas mais industrializadas, as empresas, como forma de prevenção, investem nesses programas, assim como em estudos sobre as vantagens da ergonomia para a melhoria da produção.
A ergonomia pode contribuir para a prevenção da maioria das doenças ocupacionais, como o Distúrbio Osteomuscular Relacionado ao Trabalho (DORT), antigamente conhecido com Lesões por Esforço Repetitivo (LER), doença de origem postural (coluna, ombro, pescoço e outros), além de distúrbios mentais relacionados à atividade laboral. “A importância da ergonomia está no fato de a técnica dar suporte para que as pessoas estabeleçam relações mais saudáveis e equilibradas com os objetos em todas as suas dimensões, físicas e cognitivas, para que o uso destes não afete a saúde dos usuários”, comenta Resende. Segundo o especialista, a dica é utilizar os espaços de forma mais criativa e, sempre que possível, adaptá-los para suas dimensões e necessidades. “O importante é manter-se todo o tempo atento aos seus limites na realização das tarefas, para que o desgaste físico e mental no trabalho seja minimizado”, recomenda.





